sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Lucas, My Darling!

           Como o evangelista xará esse  menino do sorriso encantador  me traz cotidianamente a uma doce aventura da juventude, não em saudosismo, mas de forma real. É delicioso ver alguém tão cheio de vida impulsionado por uma vontade de descobrir e dominar o mundo.  E o mundo ou melhor o universo é dele, pois alguém assim, possuidor dessa coragem de desbravador já nasce vitorioso e com direito a tudo.
           Lucas une a inocência ao pecado , é anjo é demônio é uma mistura de tudo ! É um exemplar raro de humanidade, não no sentido de perfeição, mas sim de trazer em si características que o fazem ser especial.
          Ver esse menino narrando a vida dos seus hamsters é a mesma coisa de assistir um filme de fantasia na Sessão da Tarde, é mágico!
          E ao ouvir uma palavra que não sabe o significado e  perguntar do que se trata como  se fosse um bebê aprendendo as primeiras palavras . Isso é único, a simplicidade com que se faz sem sentir-se menor, mas  sim, com vontade de aprender.
          E com tanta ânsia de viver, ele resolveu ir morar longe, ir em  busca de novos sonhos de novas experiências. Com o coração bem apertado sou eu como amigo  obrigado desligar a emoção e o egoísmo e apoiar, mas sendo sincero, queria deixar não! Queria poder impedir... mas não sou eu quem iria lutar contra a vontade de um pequeno  descobridor... ele tem e pode almejar tais sonhos, tais vontades.
         Mais uma vez será preciso me reinventar aprender a não ter tão próximo essa figura que me fez e faz tão bem, que me trouxe a vontade de rir, de experimentar o novo sem culpas. Lucas é meu herói!
         Amigo, é uma palavra muito forte que a nem sempre é  usada da forma correta, afinal tem gente que usa a qualquer pessoa de convívio, mas eu aprendi com o tempo que ela é uma palavra para uso com moderação e que  atribui-se a poucos e dentre esses, "meu best" encontra-se. Como um novo coadjuvante parceiro!
        Amo muito e admiro incansavelmente , desejo todo o sucesso e a plena felicidade ao Lucas e sempre e sempre estarei de braços abertos a esperá-lo no portão para uma conversa séria ou simplesmente para contar estrelas!
      Te amo, amigo! Saudade e coração apertado desde já! Viva o Leãozinho!
      

sábado, 28 de setembro de 2013

A MULHER DO COLAR.

Mais de ano sem escrever no meu blog, mas hoje eu precisava registrar em algum lugar o aperto no coração e ao mesmo tempo a alegria. Em  acaso ou por acaso 2013 me proporcionou experiências únicas e inovadoras, conheci pessoas ímpares e adentrei em um mundo desconhecido e  magnífico.  E entre  essas inúmeras descobertas esta ela:  A MULHER DO COLAR.
    Quem é a Mulher do Colar? Ela é um ser meio mítico ou talvez seria melhor dizer  divino, que move e promove  reflexão, que causa anseios, temores e um misto de sentimentos que como um vulcão em erupção desperta na gente uma sensação de algo precisa ser feito, vai ser feito e  já foi feito. É assim mesmo uma dinâmica louca  a estrutura que essa mulher causa na gente.
      Divina e profana, antíteses sinonímicas a ela, afinal segundo a tradição arcaica cristã o riso era sinal de profano, e nada mais facilitador dessa ação do que essa mulher...Ah! Como se rir na presença e também na ausência dela. Como é prazeroso ouvir aquela risada gostosa e verdadeira que nos leva a uma sensação de  infância eterna.  Quanto a divindade, esse  é o poder de um espírito magnífico que faz uma presença enaltecedora, de uma fé que acolhe a todos quando o mundo parece está desmoronando, e essa  crença é pregada gratuitamente e emanada dela como se fosse os raios do sol, sem esforço, mas simplesmente  porque nasceu nela e é preciso brilhar e espalhar o bem.
        A mulher do colar é MÃE é aquela que o ventre deu dois filhos, mas que a vida deu  dezenas. Mãe protetora e possessiva que exige o bem e que outorga a alegria  como  dever de todos que a cercam. E como tal, sofre calada, se faz de forte, querendo vencer as avalanches que as mazelas humanas trazem e nesse momento a mulher torna-se uma menina, frágil  e meiga que necessita de apenas um abraço apertado, bem apertado, para retomar ao posto de guerreira que avassala, explode e ultrapassa todo e qualquer problema.
     Essa mulher é assim indefinidamente  uma explosão, um furação que  mostra que está presente. Grande, graciosa, da cintura fina, sim da cintura fina!
     Os colares que me hipnotizam, o macacão que nos leva ao Pão-de-Açúcar, a fome que ela tem e tem fome e como tem fome, mas principalmente "ELAZONA"  se alimenta de amor, afinal  colhe e  se sacia  com aquilo que  planta, e somente esse gênero alimentício que pode saciá-la.
     Vocábulos bonitos, músicas e poesias nunca poderão se aproximar do que  ESSA MULHER DO COLAR  representa em nossas vidas, nossas no sentindo de humanidade, porque na minha, na primeira pessoas do singular essa senhora representa  'um céu de brigadeiro' ou 'um arco-íris após a tempestade'. e qualquer outra coisa que com um sentido que só  se tem vivendo próximo dela para se entender e como gostaria que mais e mais pessoas pudessem encontrar na vida ESSA MULHER DO COLAR, dessa forma a vida seria muito mais fácil de viver.
      Sara Afonso, esse texto é só pra tentar expressar um pouco do carinho que tenho por você e da importância que
 passou a ter em minha vida. Te amo, amiga.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O QUE VI DA VIDA.


    Talvez o verbo correto seria senti, porque viver ultrapassa o ver, só vivemos de verdade quando sentimos, então nessas três décadas de vida eu senti um miscelânea de sentimentos  incríveis, vivenciei  como ninguém o amor, nas suas vertentes fraternais, carnais, e no mais belo que pra mim é o amor materno.

     Vi (senti) por inúmeras vezes a traição daqueles que jurava serem fiéis, mas também fui traidor por algumas vezes, e aprendi a não transformar isso em uma cruz ou uma bagagem a ser carregada...deixei as traições pelo caminho para que fossem cicatrizadas e que se transformassem em meras lembranças circunstanciais.

       Presenciei atos sobre-humanos de estranhos ( sem laços consanguíneos) que por sentirem algo sem explicação por mim, sofreram e choraram junto comigo. E talvez essa seja uma das sensações mais  curiosas: ver que um outro ser sofreu em me ver mal e que comemorou comigo a  superação. Essa é uma visão que acredito ser rara, poucas são as pessoas que possuem essa capacidade. Mas encontrei algumas assim.

      Eu tive a sorte de ter nascido em uma família altamente passional que me nutriu com o amor excessivo sem medida certa, sem querer ser politicamente correto que apenas senti e ama. Então a partir disso levei todos os anos, cada situação que vivi para um conto épico e sem ter a menor culpa de ter amado demais.

    Acredito que o bom da vida é ter aquela sensação de liberdade, não a pregada pela Constituição, mas a liberdade natural do ser humano. E senti essa liberdade ao subir um morro alto pra correr sem destino, ao entrar num pomar perdido em uma estrada e roubar laranjas, mas sobretudo em sentir sem culpa todos os sentimentos da vida sem ter vergonha da inveja, amizade, avareza, ciúme, paixão etc...mas assumindo os bons e ruins como minhas propriedades.

   Não me sinto um herói mas, tão pouco também, me acho  longe de ser um bandido... se eu tivesse que me  representar em uma palavra eu utilizaria autenticidade, porque ao menos foi para isso que fui "treinado" pelo meu próprio ego  em viver na  busca de  atos exclusivos que pudessem realmente dizer quem sou eu.
 
    Só roubando a frase de uma música de Ana Carolina que diz

"Porque eu sou feita pro amor
Da cabeça aos pés
E não faço outra coisa
Do que me doar
Se causei alguma dor
Não foi por querer
Nunca tive a intenção
De te machucar..."   Vi muita coisa na vida, senti inúmeras emoções e faria tudo de novo  sem nenhuma alteração .


sábado, 19 de maio de 2012

Meu BEST

       Se uma coisa que tenho que agradecer ao moribundo Orkut é o fato dele ter me dado de presente uma das figuras mais queridas de minha vida, o Ilustre Senhor David Muller Azelman, que passou a ser um dos pilares importantes na minha história.
   
        Como uma lagarta que entra no casulo e sai borboleta, vi todas as mutações desse carinha, do menino ingênuo e tímido ao atlético, popular e destemido, moço engraçado de humor singular.

         Mas, pra se dedicar um texto ao meu amigo é impossível não falar do seu amado e variado humor, bipolar ou monopolar, eis, que ele faz toda a diferença, nos causa medo de ligar, de procurar ou simplesmente rir pra ele, pois de repente uma telha voadora ele pode nos atirar. Mas se tiver a sorte pode-se morrer de rir com seu jeito irônico, e debochado de ser totalmente e sempre. Ele é assim mesmo.

         Quantas brigas, quantas raivas tivemos um com outro, uma vontade de matar... mas nada que um "dane-se", eu gosto dele não resolvesse. Nos tornamos cúmplices, acordamos de madrugada se nada para fazer no inverno ou no verão e assim partíamos para nossa "braulina" para ver os carros passarem e filosofar sobre a vida.

       Se cada caractere  que gastamos   nesses anos entre msn e bate papo do face fossem contados, acredito que chegaria a um número assustador, dividimos tudo pelas redes sociais, pelo telefone enfim pela vida...somos        
bests, somos irmão ou melhor dizendo "pai e filho".

       Agora após anos e anos ele cismou de ir morar longe, tentei convencer a não ir, mas não posso controlar as asas da borboletinha que cresceu e quer viver, me resta desejar e torcer que o sucesso e felicidade dele seja total onde quer que vá e esperar o retorno dele as nossos pontos de encontro com uma garrafa de coca-cola e uma meota de cachaça e o baralho de Uno separadinho a espera dele.. e com muitas confusões para acontecer sempre.

   Te amo David, meu melhor acaso de amizade.

domingo, 13 de maio de 2012

Quero voltar...


        Não dá para voltar no tempo e mudar aquilo que aconteceu, mas com toda certeza dá pra gente se lamentar e muito por ter saído do mundo que se tinha em busca de um que nada tem a ver conosco. Não é um texto de lamentação, mas sim de auto análise.

       Passei todos os anos da minha vida defendendo ideias de respeito mútuo, de afeto e carinho, mas esqueci do amor próprio, me permiti me misturar em lodos que não pertenciam ao meu nicho. A vida é assim, pagamos um preço alto por nos aventurar em terras desconhecidas e a tal coisa de que nada mais proveitoso de que viver novas experiências e mundos é um clichê falso e perigoso.
   
       Se temos, se somos, se queremos é porque construímos e quem  arquiteta tem que pensar em tudo da base ao telhado. Não dá pra achar que o imprevisto é mágico, porque com certeza não é!
  
        To vivendo na pele o ato dos meus desatinos, quis brincar de mocinho em terra de índios antropofágicos  e agora o que tenho ? A busca do caminho de voltar pra civilização, pra aqueles padrões que o pequeno burguês ignorante quis negar por acreditar no marxismo, tão arcaico e obsoleto.

        Agora cabe a mim frente a esse labirinto, buscar, procurar e vê se acho minha própria identidade perdida nesse pântano. Estou com medo, vontade de gritar e pedir o colo de mamãe. Mas como não será isso o remédio pra curar essa ferida aberta, devo encontrar a resposta de uma outra forma. Que de forma silenciosa eu retorne ao áureos tempos de "inrelatividade cultural". Que me perdoe os antropólogos e sociólogos.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Luís Amon


Gênio, perverso e insalubre ao seu próprio ser. São essas as três palavras que poderiam definir " o rapa" que dá o nome a esse texto, mas como o próprio me diz eu sou conhecedor da alma dele e o interpreto perfeitamente, então a seguir descreverei algumas sínteses sobre o dito cujo.

Luís pode ser comparado a um meteoro entrando na atmosfera da Terra, pois ele se auto combusta na vida. Com uma sede de desvendar os quatro cantos do planeta ele busca encontrar em pequenos espaços todos os mundos possíveis, viver todas as épocas passado, presente e futuro num instante só.

Ao falar em períodos temporais na vida desse rapaz é entender mais ou menos assim: Ele pensa viver nos cabarés da Paris dos anos de 1920, se comporta como se estivesse no século XXIII, mas, é na verdade um hippie original da década de 1970 tele transportado para nossos dias, com intuito de causar espantos e arrepios nos velhos conceitos da sociedade hipócrita, melhor, eu diria sacudir o pó das saias das senhorinhas que com as mãos trêmulas seguram os terços.

Mas,quem é esse Luís ? Um sádico? Um carente? Um ninfomaníaco? Um anjo? a resposta é clara ele é o misto disso tudo, com grandes ênfases em características de um vilão mas com coração de mocinho arrependido.

Se eu fosse escolher um filme para equivaler ao mesmo, creio que ficaria com " Um gênio indomável", é nesse contexto contraditório, ambíguo e ardiloso que se encontra a personalidade incrível de Amon.

Talvez em confabulações fantasiosas Luís seja melhor representado por um vampiro, aliás, acho que ele vive a vida como se o fosse, com toda sedução, apetite e capacidade de se renovar ao longo do tempo. É a melhor personificação do maluco beleza e a própria inspiração dos deuses do Olimpo.

Enfim, digo a todos Luís Amon não é meu melhor amigo, poderia ser o meu pior ( por se tratar do mais capaz entre os mortais para ferir ou salvar a alma de alguém). O amo tanto, admiro e me deixo viciar em suas tentações vitais...me coloco como fiel seguidor, aliado e parte dos abduzidos por ele.

Luís Amon é único sempre.










terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Meu tesouro



Seria clichê dizer que meus amigos e minha família são meus maiores tesouros...Isso todo mundo diz. Mas, no meu caso é o seguinte, eu preciso de dinheiro como qualquer outra pessoa, porém tenho algumas coisas que defino na minha ambição; desejo e luto por aquilo que quero e não por aquilo que a maioria desejaria ter ou até mesmo que fosse típico querer possuir.

Até hoje tive e tenho tudo que sonhei materialmente falando, porque o que desejo, é aquilo que me faz feliz, nunca quis nada que não estivesse ao meu alcance, talvez muitos devem me achar sem perspectiva , limitado... Pode até ser, mas do fundo do meu coração sou uma pessoa feliz com o que tenho.

Trabalho desde sempre, faço o que gosto, mas se tiver que arregaçar as mangas e começar de novo, assim farei.

Adquiri um bem maior que muitos cofres de Tio Patinhas, chamado conhecimento, cultura e sede de aprender isso é como um portal mágico que é capaz de me levar a qualquer lugar do mundo.

Quando eu tinha 20 anos achava que morar só era o máximo, fui e "quebrei a cara", pois pra mim viver como uma ilha é impossível. Antes, aos 18 quis ser padre, tentei, descobri que meu dogmas são bem diferentes daqueles pregados pela Igreja.

Fiz minha faculdade sonhada, sou professor/ Diretor de escola há dez anos... e como disse, estou muito feliz, mas se tiver que começar do zero começarei.

Vivi amores lindos, histórias dignas de um filme de sucesso num blog GLBT. Tive em minha cama corpos desejados por muitos e dessa forma percebi que eu sou o agente capaz de gerar alegria ou prazer, a felicidade ta em mim e não nos outros.

E aos 31 anos de vida estou assim feliz, não que eu tenha parado de desejar, mas aprendi a valorizar o que tenho, o que me é dado pela vida e principalmente ao que conquisto...

Hoje sou feliz, tempos atrás fui uma escuridão como disse meu amigo Dim, que enganado achou que vivo infeliz, por não ter uma vida dentro do padrão atual que todos acham que se deve ter, mas afirmo pra vocês sou atualmente um poço de alegria, aprendi a me amar, e principalmente a olhar no espelho e me aceitar como sou.

Talvez como esse amigo, muitos quisessem que agisse de outra forma, que tivesse outra conduta, mas aí não seria eu.

Meu tesouro está aqui, na Cidade Poema, na minha casa com minha mãezinha e no meu mundinho que eu construí pra mim..

Se é pequeno, se parece pouco, pra mim é um universo conquistado porque é esse minúsculo planeta que me dá toda a felicidade e não me deixa sair por ai desesperado por ela, porque eu felizmente a encontrei bem pertinho de mim.

Se amanhã eu acordar infeliz irei talvez em busca de um "el dorado" mas hoje o paraíso é onde vivo e da forma que vivo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sensibilidade quem tem?



Se existe um suporte para o amor ele é a sensibilidade, coisa rara de se vê nos dias atuais, pois todos têm muita pressa, muita coisa pra fazer e não dá tempo de ser sensível.

Claro que eu como qualquer mortal sou passivo dessas displicências que por muitas vezes nos caracterizam como insensíveis, mas digamos que busco equilibrar e até mesmo ficar em alerta para que eu não perca esse bem preciso, que no caracteriza como pessoas de alma vazia ou não.

Dizem que sou meio neurótico que exijo demais das pessoas, que "encano" com pouca coisa. Porém o mais engraçado é ver que os autores dessas falas agem da mesma forma ou até mais dramaticamente do que eu mesmo, quando são alvos de atitudes semelhantes a que praticaram.

Aquele velho ditado que diz: "PIMENTA NO OLHO DOS OUTROS É REFRESCO é a síntese perfeita desse comportamento antagonista.

É tão simples demonstrar sensibilidade, apenas um sorriso, um aperto de mão, um telefonema ou simples desculpas e um posso te ajudar? são palavras mágicas que fazem com que eu esqueça todo o mal, raiva ou mágoa que seja em prol do carinho e afeto que compensa o "erro" alheio.

Mas são poucos que percebem a importância de gestos como os citados acima o que é lamentável.

Um amigo psicólogo me disse ontem que só quando excluímos pessoas assim da nossa vida é que nos tornamos felizes de verdade e que mesmo que doa o futuro será menos perturbador a ter que suportar gente que passa bem longe de ser sensível.

Não é qualquer um que possui SENSIBILIDADE.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Amizade é assim e ponto final.



Sabem nessas minhas três décadas de vida tem uma coisa que aprendi, amizade não tem normas estabelecidas pela ABNT, cada uma se manifesta da forma que contenta as partes envolvida.

Sempre tive amizades fortes e intensas em sentidos profundos das palavras...mas ao mesmo tempo foram e são continuamente passíveis de brigas e rompimentos, mas insistentemente com muitas reconciliações.

Esse "vai e volta" não é demonstração de amizades volúveis, mas sim de amizades que se reciclam que buscam caminhos diferentes para aprender a compreender o outro.

As melhores provas de fidelidade entre amigos não se dão em momentos de frenesi ou de alegria sublime, mas sim em circunstâncias adversas é o "eu posso falar mal dele, mas ninguém além de mim." Isso é prova de amor, de fidelidade e que só há crítica porque a gente ama tanto essa pessoa que tem que mostrar as imperfeições para destruir o mito, porque realmente tornamos nossos amigos mitos e depositamos muitas vezes qualidades excessivas e exigimos mais do que o indivíduo pode dar.

Conhecemos profundamente cada um daquele que chamamos de amigo, na verdade quando falamos que nos decepcionamos, que não se esperava tal atitude é mentira. A gente sabe o que um amigo é capaz de fazer, podemos até não acreditar mas sabemos até que ponto a pessoa que compartilhamos segredos e vida em si pode ir. Mas, preferimos apagar o lado humano e endeusar o tornar infalível, para que possamos nos sentir bem e sossegados.

Outro ponto é, pior que tenha sido a atitude que seu amigo tenha feito, nada pode apagar os momentos anteriores, os choros, os risos e os abraços...esses fatos tem que pesar mais que "as fagulhas" criadas no fato de discórdia.

A palavra amigo tem um peso de uma tonelada, não se deve dar ela a qualquer um, mas quando ela é atribuída de verdade é importante salientar que o receptor dela é um ser igual ao você, que em algum momento vai errar, mas que irá sempre te fazer feliz...

Amo meus amigos e morreria sem eles...eu suportando os defeitos deles e eles os meus. Afinal irmãos a vida nos dá, amigos a gente escolhe e eles são raros. Amizade é assim e ponto final.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Nostalgia Natalina


Queria escreve algo sobre o Natal, mas que não fosse nada deprimente ou nostálgico, porém acredito que seja impossível, afinal é nessa época que abrimos nossas defesas e abaixamos guarda pra emoção.

Quando criança passava o ano esperando os dias pra encontrar todo mundo, montar a árvore, ver meus primos juntos e fazer a "zona" na casa.
Meus pais com as surpresas para mim, normalmente um LP da Xuxa e uma quantia em dinheiro.

Mas o melhor do dia 25, nem eram os presentes, era sentir o quanto era bom estar junto em família, coisa que só percebo hoje, mas nada valeria mais do que ver papai e mamãe juntinhos, brigando, rindo e se acariciando..meu irmão correndo pela casa e minha vó gritando pra ele parar e toda aquela comida exagerada que daria pra alimentar uma multidão..

A noite do dia 24 pro dia 25 era ficar vidrado na tv e ver Xuxa chorando, sem saber o porquê, mas acreditar que era a coisa mais emocionante do mundo.

Eu possuía um Natal perfeito e nem sabia, hoje quando percebo que essa data é pra mim o dia da frustração por não ter meus pais juntos como antes, de cada um ter seguido seu rumo. Fico pensando o como momentos simplórios são capazes de mexer com nossa vida para todo sempre e fazer a diferença e nos deixar com uma saudade avassaladora de coisas que poderiam ser esquecidas facilmente.

Acho que o verdadeiro espírito natalino consiste na ocasião de fazer uma manifestação de amor, e nada mais representativo do amor do que a família reunida...

Saudades fortes da minha velha infância...Saudades do cheirinho de amor que sentia em tudo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Sexualidade nossa e a alheia...Pecado???




Quando falamos de sexo ou sexualidade utilizamos essas palavras como se tivessem o mesmo significado, mas, há diferença entre estes termos.
Sexo
• Condição orgânica que distingue o macho da fêmea nos organismos heterogaméticos.
• Sexo feminino e sexo masculino.
• Conjunto dos órgãos sexuais masculinos ou femininos e, de modo especial, os órgãos externos.
Sexualidade: Está diretamente ligada a atitude da pessoa nessa relação, o seu comportamento, desejos, fantasias… essas são manifestações da sexualidade.
O sexo nas civilizações da Antiguidade davam ao ato sexual de um momento sublime humano, passando pela necessidade natural do ser ou mesmo um ato casual e simplório .
Em contra partida as sociedades judaico-cristãs passaram adotar o caráter de proibido, pecado, de ofensa a Deus a prática sexual , que não segue os parâmetros traçados segundo aos ensinamentos religiosos.
“Passamos a ser filhos de Adão e Eva, expulsos do paraíso por desobedecer a Deus, carregamos o DNA do pecado mortal praticado por eles.”
Pensamentos sobre o sexo no Brasil nos séculos passados:
“Era preciso enfear o corpo para castigá-lo. Os vícios e as “fervenças da carne”, ou seja, o desejo erótico, tinham como alvo o que a Igreja considerava ser “barro, lodo e sangue imundo.” Onde tudo era feio porque pecado. Isso, porque a mulher- a velha amiga da serpente e do diabo- era considerada, nesses tempos como um veículo de perdição da saúde e da alma dos homens.”

As relações “fora do vaso natural” eram tidas como pecados graves “quaisquer tocamentos que levassem a ejaculação. Assim, perseguiam-se os “preparativos” ou preliminares ao ato sexual.


O sexo só era permitido com intuito a procriação.

As relações sexuais entre marido e mulher se davam com um lençol com um furo, onde o homem deveria introduzir seu pênis na vagina da mulher sem que houvesse contato entre os corpos, normalmente a mulher apenas levantava o vestido e o homem abaixava as calças.
Com todos os resquícios culturais que herdamos de anos do “sexo, palavra proibida.” Fica a certeza da dificuldade de tratar assuntos como:
DIVERSIDADE SEXUAL
DSTS e AIDS
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA.
É preciso romper com as barreiras e acabar com os tabus que impedem as pessoas de viverem uma sexualidade plena.

sábado, 15 de outubro de 2011

Juramento



"Juro amar e educar as crianças a mim confiadas!". Foi com essas palavras que em 15 de dezembro de 1999 de forma solene iniciei o maior de meus sonhos e o maior comprometimento que já pude ter.

Sou professor com orgulho de ser. Gosto das minhas mãos sujas de giz, amo o roxo do papel hectográfico nas pontas dos dedos, mas é evidente que é preferível o computador e lousa branca...afinal o mundo evoluiu e nós também.

Hoje (literalmente, no dia 15 de outubro.) no meu dia, que deveria está feliz por ser o dia consagrado a nós, me sinto deprimido, triste e sem norte. Julgam-me como se fosse uma máquina perfeita que deveria calcular todos os acontecimentos, ter todas previsões e não errar...Amo intensamente o magistério, a gestão escolar, vivo por isso e para isso, e ver pessoas tratando o meu trabalho como qualquer coisa, vejo-me como prisoneiro jogado aos leões em uma arena com o público torcendo pela fera.

Estou sem dormir, com muita dor de cabeça, uma vontade de ficar na cama e com medo até da luz...Não preciso de auto e nem da piedade alheia, mas preciso como nunca de um colo, do afago e sobre tudo da compreensão.

Quando se erra por displicência creio que seja justo o julgamento voraz, mas quando se erra tentando acertar, em fazer o melhor e doando-se ao máximo, creio que seja inerente a benevolência e solidariedade do outro (s).

É muito triste perceber que muitos sentem-se felizes quando veem que algo deu errado, que o sucesso não aconteceu dessa vez como das outras.

Sou professor, gestor escolar e humano. É dolorido demais sentir "na carne" a lança agressiva de algozes que nos circundam...

Estou grato pelo apoio de tantos, sei que esse deveria prevalecer... mas o coração da gente é assim...

Um amigo meu sempre diz: "Não reclame de nada, porque você escolheu ser professor!" Pode até parecer demagógico, mas creio, que o magistério me escolheu.

Amo ser professor, me dedico em plenitude a essa função...

Como disse no dia da minha formatura, amo e defenderei cada um desses meninos e meninas a quem tenho por obrigação proteger.

Não saberia viver em outro mundo que não nesse.

Juro.

sábado, 24 de setembro de 2011

Parabéns ou Pêsames?




Quando penso que vou me acostumar em ter dezoito anos e ser maior de idade, me dou com a surpresa de está entrando na casa dos trinta anos e um desespero assustador tomar conta de mim. A sorte que existem outros como eu com quem compartilho dessa árdua tarefa em ser "Balzaquiano"... (as mulheres ainda possuem o adjetivo, a nós homens nem isso foi dado.)

Agora não temos mais a desculpa da juventude inconsequente, das ações protetoras da nossa mãe. É hora de crescer, ser maduro, ter estabilidade econômica e sentimental.

Mas, apesar de saber que existem todas essas exigências intrínsecas... nos deparamos com um EU totalmente inseguro, frágil e necessitado do cafuné da mamãe.

Os cabelos brancos e a queda dos pretos, a visão um pouco embasada pra longe, ainda insistem em lembrar que hoje já não podemos ser tão pretensiosos, como se a juventude fosse eterna. Pintar os cabelos, fazer academia, lutar contra a balança se tornam metas de vida, aliás mais do que isso, são torturas constantes.

Por falar em tortura, as pessoas que nos cercam nessa idade, sejam elas mais jovens ou mais velhas, tem o estranho gosto de nos fazer de cordeiro sacrificado, pois, nada lhes dão mais prazer que nos fisgar com comentários como tais: "seus cabelos estão se mudando?", "você está ganhando mais uns quilinhos!" Você é dessa época num é?" ...E riem sem controle, enquanto nós homens e mulheres de trinta somos devorados pelo deus Cronos.

Quando nos deparamos assistindo no youtube o Xou da Xuxa, o Balão Mágico, Trem da Alegria, He-man, Tander Cats etc...nota-se que estamos frente a achados arqueológicos e que nossa infância na verdade hoje é retratada como período pré-histórico...

Outro elemento de enorme maldade contra nós, pessoas "cronologicamente sensíveis", é o ato de questionar nossa a vida amorosa, as perguntinhas já velhas sobre: "Você não pensa em ter alguém?", "Em ter filhos?", " Já está com trinta anos!". Essa última é apunhalada final, o tiro de misericórdia!!!

Só existem duas certezas que nos podem deixar suavizados, é que todos passaram e passarão pela mesma epopeia, e que ao fechar os olhos passaremos pelas crises dos 40, 50, 60 e 70....Afinal são coisas da vida.

domingo, 18 de setembro de 2011

PALAVRAS



Desda 2ª série sou elogiado com aquilo que escrevo, era ótimo em redação, as professoras sempre teciam ótimos elogios, aos 14 anos inventei de ser escritor, comecei a minha proeza criando uma história de "Quatro Amigos e Um Destino", que narrava na verdade o que eu ansiava em viver.

E escrever sempre teve a função na minha vida, expressar o que sinto.

No meu desenvolvimento textual sempre tive altos e baixos em questões normativas da Língua Portuguesa, se a ortografia melhorou a pontuação permanece como calcanhar de Aquiles na minha produção.

O que procuro é mostrar de forma clara ou até em alguns casos de maneira subjetiva o que estou vivendo, o que penso e o que quero.

Há situações que ponho um certo tom de agressividade ou drama para quem saber conseguir seduzir o leitor ( na expectativa que haja um).

Sobre tudo que falo e registro no meu blog ou no site para qual escrevo, o Ponhint Hitz, fico me imaginando no lugar de quem lê se conseguiu nas palavras mal pontuadas alcançar o meu anseio, o meu desejo, que o leitor tenha entendido o meu sentimento ao falar sobre cada assunto abordado.

Lembro perfeitamente de uma prova de redação em que tirei nota máxima escrevendo sobre a morte da princesa Diana, e os elogios que a minha professora fez na época, aliás o nome da professora era Eliane Cruz, mestra que com algumas palavras me fez enxergar que eu era capaz de escrever, prova de que o incentivo faz a diferença, e nesse momento ela me ajudou a desenvolver algo que me dá uma alegria e me faz sentir potencialmente formador de opinião.

Quando pegamos algumas letras e a transformamos em um texto exercemos a função de maestro orquestrando sons, significados sobretudo sentimentos. A partir dessa ideia não dá pra escrever por obrigação, mas sim e somente por emoção, me desculpem os tecnicistas que são contrários ao que afirmei, mas não consigo registrar uma linha se quer sem me reconhecer nas palavras que escrevo.

Todo esse texto, toda essa prosa tem o objetivo de contar a você que perde seu tempo ao ler o que escrevo, saber o quanto eu me dedico ao juntar "as letrinhas", mesmo que haja erros de pontuação, grafia ou concordância.

Busco a inspiração, busco o melhor de mim pra tentar expressar o mais nobre que eu possa oferecer a todos ao tentar ser esse maestro.

domingo, 24 de julho de 2011

Nem Anjo e Nem Demônio, Apenas Amy Winehouse



Amy Winehouse morreu! Foi essa a frase que li no twitter ontem á tarde, quando a vi, pensei que era muito lamentável uma jovem perder a vida, uma cantora de talento silenciar-se enfim a morte era triste e ponto.

Mas em questão de minutos o Twitter e o Facebook estavam cheios de condenações, defesas e piadas, confesso que não me contive em postar algumas frases de humor negro sobre a morte dela, pois também acredito que nos momentos trágicos a solução é o humor. Porém, não é compreensível que o mundo se ache no direito de condenar a Amy como culpada e assassina de si mesma. Ela era humana como todos, cometia acertos e erros,não era uma santa ou papisa a quem tinha-se que cobrar exemplos, agora jogam sobre ela a responsabilidade da juventude se drogar seguindo seus exemplos, como se isso fosse possível, é a velha pática da sociedade permanecer jogando nos outros a culpa e a solução dos problemas que ela não consegue resolver.

Amy não deve ser lembrada pelas drogas, pelos escândalos e sim pela música e o talento.Não nos cabe martirizar ou inocentar, essa atribuição não é de ninguém. As atitudes dela podem no máximo servirem de reflexão sobre o que as drogas causam em uma vida cheia de potencial, de um alerta, mas nunca de uma condenação.

Ainda sobre o Twitter li um que realmente me deixou deprimido, a pessoa dizia que era bem feito ela ter morrido por ser uma drogada, a pena que eu tive não foi Winehouse e sim do autor da frase que demonstra como existem pessoas tolas e limitadas que se acham detentoras da verdade e supremos em sua sabedoria bitolada.

Provavelmente evangélicos e outros religiosos extremistas usaram a tragédia (chamada de anunciada) como sinal da falta de Deus e ações do demônio, mas a estes mortais de mente pequena a vida em sua sabedoria cíclica irá mostrar de uma forma mais próxima o que significa o ditado popular " o chicote do rabo é a língua."

Vou parando de escrever por aqui, mesmo tendo vontade de prosseguir, mas prefiro parar e ouvir Rehab.

Amy Winehouse vive em Rehab eternamente!

domingo, 3 de julho de 2011

Parada Gay, Onde Está o ORGULHO?



Tanta expectativa se faz em relação as paradas gays, tanto na mídia, nas ongs, entre o público gay e militantes da causa. Mas a cada uma que assisto pela tv e internet, me faço um questionamento pertinente: Onde foi parar o orgulho gay? Pois não consigo me orgulhar de pessoas que fazem sexo debaixo da bandeira do arco-íris, de fantasias em um período que não é carnavalesco, de personagens caricatos ao extremo da palavra, homens e mulheres nus em plena rua; dizendo estar defendendo o orgulho gay.

Orgulho de quem? Acredito que ninguém deu procuração pra um grupo de pessoas falar em nome de milhões de homossexuais, de forma agressiva e até imoral.

Estou muito longe do moralismo pregado pelas mentes arcaicas de nosso país, mas, não consigo aceitar a venda da imagem do gay como um ser mitológico, que veio ao mundo pra divertir os outros ou para chocar.

Entendo que existe uma extrema necessidade do gay se auto respeitar como cidadão, se impondo mais, isso não significa dizer "seguir paradigmas convencionais", mas sim embutir a credibilidade em suas ações e talvez dizer relação amistosa e de respeito mútuo aos outros.

Se o gay é engraçado, inteligente e obtém sucesso no que faz independe da suas preferências sexuais, isso é natural do ser humano e não homossexual, hétero ou bissexual.

Então não vejo o motivo pelo qual fazer carnavais fora de época e intitular isso como manifestação do ORGULHO GAY. Acredito que tem-se muito mais motivo para se envergonhar a se orgulhar dos acontecidos sob o lábaro das seis cores.

sábado, 11 de junho de 2011

Dia do Amor



Amor na Wikipédia:" A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação."

Ou seja amor pode ter várias definições, mas a que sobressai ao nosso pensamento é o que se relaciona de um indivíduo a outro, na forma mais carnal possível.

O fato é simples, por mais que alguns de nós negue, que tente fingir, todo ser humano busca outro, anseia pelo encontro da "metade da laranja". Poemas, livros, músicas, pinturas e filmes nos levam a acreditar que o amor é a força motriz de nossa existência.

Somos que amamos eu concluo, é do amor que doamos que nos faz ter atitudes e viver da forma que se vive. O amor é de fato a alma humana, só ele é capaz de mudar o curso de uma vida. E o que mais é preciso neste momento que se ame sem restrição nenhuma, pois o amor é feito pra ser intenso, se ele causa dor, sofrimento e outras "coisinhas" é que sua amplitude é extrema e não é permitido expandir sem agredir outras áreas.

O amor nos consome, e isso é bom demais. Se é onírico a vontade de se ter uma amor pra recordar, viver e sentir, isso é ótimo afinal amar é sonhar mesmo.

Talvez o único erro humano é tentar ter um amor como o outro tem, de seguir um mesmo padrão, e amor não tem paradigma ele é seu, então tem que se viver da forma que se quer e faz feliz. Amor é simples, a gente que complica.

Com essa noção de amor proponho a todos que substituam o dia dos namorados pelo DIA DO AMOR, pois se não se tem namorado(a), amor todo mundo tem e celebre seu amor.

Feliz dia do Amor A TODOS

domingo, 5 de junho de 2011

Em Nome de Deus...



Século XXI e a Idade Média, quanto tempo temos entre eles? Mais de seiscentos anos. Mas as práticas medievas permanecem em nosso mundo contemporâneo, pra quem acha que a venda das indulgências e relíquias foi extinta o vídeo acima demonstra que ela permanece bem real, com uma versão moderna encenada na TV, internet,mídia impressos e quase todos os templos.

Não ataquemos as religiões, pois a fé e o direito ao credo é algo constitucional e direito natural do cidadão, porém é inadmissível ver de forma explícita o escambo que se faz em nome de Deus, não entremos no mérito de discussão teológica do dízimo e suas propriedades bíblicas, mas falemos da comercialização da fé, do exagero e da exploração feita sobre pessoas que em desespero econômico ou até mesmo emocional buscam na na religião uma recompensa às mazelas da vida.

Como entender que pessoas que dizem falar e proclamar a palavra de Deus, obrigam de forma implícita os fiéis a fazerem permutas com a salvação, dar muitas vezes o dinheiro da luz, do aluguel, da alimentação ou até mesmo do remédio na promessa de receber as bençãos vindas do céu?

Se houver justificativa para essas ações gananciosas, devemos entender a venda das indulgências e relíquias na Idade Média como justificativas válidas, já que elas atendiam a necessidade da Igreja na época e se esta era a "voz de Deus" na terra, logo não se tem o que questionar. Mas foi esse o argumento que levou Martinho Lutero a se opor a Santa Fé, fundando uma nova corrente dentro do Cristianismo, em nome de se acabar com todo o comércio religioso, mas o que vemos ao longo da história é a permanência dos mesmos atos medievos, das mesmas atitudes mercenárias.

Não se pode generalizar em momento algum, é claro que existem sacerdotes católicos ou "evangélicos" que não se posicionam de uma outra forma, mas o que vemos é uma crescente "onda" de padres, pastores e segmentos religiosos com grande sede de faturar...E vende-se medalhinhas milagrosas, cruzes abençoadas pelo papa, pote com água do Rio Jordão e o pior existem igrejas donas de emissoras de TV, que não passam nada de programação religiosa, possuem jornais impressos para venderem suas ideias aienantes.

Voltando ao vídeo do Pastor Silas Malafaia, que é tido dentro das igrejas evangélicas como um nome de peso e bem conceituado, onde em seu anseio em arrecadar fundos propõe ao povo sofrido que doe 30% do dinheiro destinado ao aluguel para a igreja, acho que não é necessário dizer nada sobre esse fato, as imagens falam tudo. Mas o que causa repulsão é ver que este mesmo senhor vai pra TV falar em Deus e atirar palavras de ódio aos gays, a criar até mesmo situação de conflitos religiosos já que constantemente ataca a outras igrejas, criando um clima de guerra . É uma criatura que usa de um discurso alterado, com som de inquietador soldado de Deus, mas que aqui no vídeo parece muito mais um camelô convencendo que seu produto paragauaio é de boa qualidade.

É bom que fique claro que não tenho religião, porém sou cidadão e não posso deixar de falar as barbaridades que vejo, e espero que mais pessoas sintam o que eu senti ao ver o vídeo que é uma sensação de vômito e de gritar que não termina.

Que Deus tenha piedade dos mercenários! Mas que nós não tenhamos nenhuma.

sábado, 7 de maio de 2011

Minha estrela Dalva



Não há nada que a ciência, religião ou senso comum consiga explicar como é a magia do amor de mãe. Como um ser humano pode ser capaz de sofrer e dar sua vida por outro na forma mais irracional possível? Mas mãe não é questionamento de nada e sim certeza de tudo.

Na última semana passei por uma das experiências piores que se pode ter, o medo de perder meu anjo protetor. Posso garantir a todos que só ver a minha rainha numa maca sangrando é como como se um algoz tivesse arrancado meu coração com a própria mão, é uma dor indescritível. Mas com todo drama, com toda dor, minha mãe achou força para preocupar-se com meu irmão e comigo, tentando nos acalmar, e até escondendo a dor para não nos deixar nervosos.

Quando Cazuza dizia que "Só as mães são felizes", creio que ele referia-se a esse amor sublime que elas sentem que as tornam auto-produtoras de sua própria felicidade em ver o filho feliz.  O  maior presente que pode se dar a uma mãe é ver a sua cria bem. E se analisarmos e pensar é de enlouquecer, porque é de difícil aceitação, ver que um ser é capaz de sentir-se pleno e realizado só em saber que outro também está. É um amor único, inexplicável e que deveria fertilizar o mundo, e teríamos na Terra a personificação do paraíso prometido.

O engraçado que sempre temos ídolos, e eu como todos sempre os tive, porém desde pequeno nada no mundo me orgulhou mais que minha mãe, nunca houve um cheiro melhor que o dela, nem um toque na minha pele que me deixasse tão confiante e mesmo que os anos passem (e como tem passado), quem me conhece sabe da paixão que sinto pela minha estrela Dalva, claro que nunca fui exemplo de filho, mas posso assegurar a todos que fã perfeito e seguidor fiel dela, eu sou.

Mãe é realmente o vocábulo mais forte que qualquer língua pode pronunciar, ele sinônimo de tudo que há de bom, afinal só mãe tem o direito de errar, pois mesmo quando erram e exageram elas estão praticando amor.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

TRAGÉDIAS E ATITUDES!


Ao colocar a palavra tragédia no site de pesquisa nos deparamos com um resultado que vai além das imagens, da mesma forma que múltiplas fotos de situações trágicas aparecem, juntos com estas vem o arquivo emocional de cada um, nós pobres seres sentimentais nos habituamos a ficar aterrorizados frente a dor alheia, porém como um toque de mágica apagamos da memória.

Só no ano de 2011, tivemos o drama da Região Serrana do RJ, o tsunami no Japão, e nesta última semana o horror na escola do Realengo na cidade do Rio de Janeiro. Apesar de ser de ordens causadoras diferentes, a reação que temos é a mesma: nos colocamos no lugar das vítimas, choramos, não tiramos a tristeza do semblante e ficamos nos perguntando o porquê de tanto sofrimento. E nessa mesma dimensão logo excluímos uma tragédia pela outra.

A grande questão é o esquecimento que se faz de forma coletiva e que acaba por não cobrar das autoridades providências para que novas catástrofes não ocorram, nem de um auxílio ou ajuda humanitária após o fim da vinculação dos fatos na mídia. E deixamos reservados toda essa dor nos "arquivos mortos" da nossa mente.

Não estou aqui dizendo que deveríamos prolongar a dor, porém, já mais esquecer e usar os grandes incidentes como exemplos para que não ocorresse novamente, pois ataques de maníacos ou catástrofes da natureza nem sempre podem ser previstos,mas podem ser evitados ou no mínimo amenizados desde que se tenha uma estrutura pra isso.

É preciso agir mais, buscar forças para que não continuemos nos acostumando com tragédias e nem com a sobreposição de uma por outra.

quarta-feira, 30 de março de 2011

BBB, CULTURA, INTELECTUALIDADE E MAIS UMAS COISAS.


Final de Big Brother é como final de Copa do Mundo, não na dimensão do evento, mas no disse me disse que toma conta de todas as discussões em qualquer lugar. Esse frisson televisivo já se tornou parte do cotidiano, porém o que acho curioso e que merece um olhar amplo é o ataque e a defesa ao tipo de posicionamento cultural que cada individuo faz sobre o programa. Ao meu ver existem três típicos expectadores, os que assistem assumidadamente- fãs, os "intelectualizados"- fãs enrustidos ( negam assistir e criticam) e os eventuais- fãs em cima do muro ( Dizem assistir uma vez ou lá outra).

Essa variação de telespectadores são na verdade o grande reflexo de nossa sociedade hipócrita que tem mania de negar fazer o que faz, ou seja todo mundo assiste o BBB, obviamente que existe coisa melhor pra fazer do que ficar vendo o que os outros fazem pra ganhar 1milhão e meio de Reais, porém a curiosidade e a forma mais simples de poder observar e julgar os participantes como se fôssemos Deus no juízo final, gera essa vontade de "espiar" o que resulta na grande audiência do programa mesmo que ela tenha diminuído nas ultimas edições.

O reality show em questão retomou uma velha briga que no passado era das novelas, a antiga disputa pela intelectualidade soberana, isto é, quem é "dono de conhecimento", não pode em hipótese alguma ser participativo no onda de BBB, e sim como dever de qualquer sábio é desconjurar, criticar e ridicularizar a atração e seus telespectadores. A partir dessa determinação dogmática as pessoas se auto dividem em cultas ou não pela prática de ver Big Brother Brasil ou não. Pra muitos só tocar no nome da atração já é algo abominável, mas duvido se em casa, numa hora sozinho se não dá uma espiadinha.

Não sou defensor do programa nem fã, confesso sem vergonha alguma, que espio algumas vezes, mas o que me intriga de verdade é essa mania das pessoas de julgarem tudo e de criar rótulos em determinar o que é bom ou ruim, como se a população não tive direito e capacidade de fazer o que da prazer, que seja algo fantasioso ou imbecil, o livre arbítrio, o direito de ir e vir do cidadão, garante isso a nossa sociedade, o que condena e impede das pessoas serem felizes é a maldita hipocrisia, aqui nesse post narrada e discutida a partir de um análise de um programa de televisão, mas que poderia ser feita em qualquer situação que envolva hábitos culturais embasados em estigmas e rótulos medíocres e limitados.

Também acredito que hajam programas melhores que novelas, Reality Show e afins, ou mesmo que a própria TV, mas o que não pode ocorrer é essa rotulação de apropriado ou não, tirando a questão da faixa etária, todos são livres para ver o que bem entenderem sem receberem estigmas de imbecis, massa de manobra, manipulados pela tv Globo, etc que as pessoas costumam dar.

Viva a espiadinha do Pedro Bial e viva a liberdade de asssitir o que se quer, de ser inteligente, intelectual, sábio, burro, anta e outros porque no final das contas o que importa mesmo é o que cada pessoa é pra si própria. E viva uma vida sem rotualações por fim.

sábado, 12 de março de 2011

CATIVAR


" Cativar é amar, é também respeitar..." Eu cantava essa musiquinha em meus tempos de criança, anos depois me tornei fã do desenho animado do Pequeno Príncipe, e desde então o verbo cativar me ronda. Hoje nessas quase três décadas de vida me sinto ainda como o personagem, em busca de entender a significativa da palavra.


Se somos responsáveis por tudo que cativamos, nos voltamos a teoria do espelho, conceito antropológico simples que consiste em se por no lugar do outro e tentar ver a situação a partir da linha de pensamento alheio.

Conceitos simples, mas que na prática se torna um grande desafio, buscar a compreensão das atitudes do outro em nós mesmos, nos pondo num lugar que nem sempre nos é confortável.
Sem mais tentativas conceituais ou filosóficas, cativar é amar, amor simples e puro, é cuidar, zelar, orientar e aturar aquele que se quer bem, seja na alegria ou na tristeza, isso é obrigação que cabe ao "cativante", que formou um laço fraternal e um dia fez uma promessa de amizade eterna, não verbal na maioria das vezes, mas com o sorriso, com o olhar. Aquela velha coisa de amigo que sabe o que o outro pensa com uma mísera expressão facial.

Temos que correr contra tudo que nos impede de ser amável, CATIVAR é função e dever de quem se deseja bem. Precisamos nos cativar muito mais.

domingo, 6 de março de 2011

A DIFÍCIL ARTE DE PEDIR DESCULPAS



A pessoa ofende,trata mal, tira conclusões precipitadas e ainda fica com dificuldades para dizer um simples "desculpa"? Muitas chegam achar que não é necessário se desculpar, que agir como se nada houvesse acontecido é a mesma coisa do que uma retratação. A sociedade anda se acostumando com o ato de abolir a obrigação de se desculpar, não apenas no cotidiano, bem como nos veículos de comunicação, é só observar, as retratações públicas em jornais e revistas mal são perceptíveis, na televisão passam a imagem de grande incômodo a quem está se retratando, como se o crime cometido fosse a correção do fato e não o erro.

Essa tendência de usurpar das relações sociais a retificação das atitudes erradas, só aumentam as tensões e disparidades entre os grupos sociais. As "três palavrinhas mágicas", que aprendemos na salinha da Educação Infantil, com licença, obrigado e por favor, necessitam do acréscimo desesperador da "palavrona" DESCULPA, nossas crianças têm que aprender desde cedo a retroceder em seus erros, para que se tornem adultos melhores que nós, que estamos desaprendendo uma prática simplória, mas tão necessária.

Nós não podemos nos acostumar com essa forma mecânica de agir como se o outro não nos fosse necessário, e que ele tem a obrigação de entender o nosso erro e que cabe a ele permanecer ao nosso lado ou não. É nosso dever se desculpar e restabelecer a cordialidade quando fomos os causadores da ruptura na relação, seja profissional ou pessoal.

Provavelmente o mundo seria bem melhor pra se viver se todos dissessem desculpas de forma sincera após cometer seus desatinos.

Eu que já disse,me sentir parte do século XIX, admiro tanto o ato de se mandar flores, ligações ou simples aperto de mão e uma expressão de arrependimento, ou o singelo som de: "Desculpa, eu errei." Me desculpem por qualquer coisa dita e não dita nesse post.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Displicente Necessário



Como estou em uma fase de escrever biografias, vou dar continuidade e falar um pouco sobre uma criatura chamada Jefferson Campos (Vulgo Dim Campos), foto acima já mostra um pouco da capacidade teatral, pois, Jefferson é dono de uma personalidade excêntrica, mas que fique claro que irei me deter nesse post a minha visão sobre o mesmo, como eu entendo e me relaciono, para que dessa forma não crie uma perspectiva generalizada, e sim bem específica da nossa convivência. Amo e odeio esse amigo com todas minhas forças, ele me traz os melhores e os piores sentimentos, me faz rir e chorar. O motivo disso? A inconstância de seu comportamento, um dia é amável e atencioso, no outro disperso e arrogante. Muitas vezes me questiono o porquê de permanecer amigo de uma pessoa assim, e a resposta vem de uma forma simples,este cara é lindo,possui uma beleza rara e delicada, tanto externa como internamente, porém numa disfunção congênita do seu eu e dentro das imperfeições legadas aos mortais ele age por impulso, leva a vida como se tivesse numa montanha russa, onde grita, pula, chora e aterroriza a cada movimento, não mede, não arquiteta as consequências,deixa que os trilhos o conduzam. Concomitantemente à essa zona de conflito comportamental, esse garoto me faz rir demasiadamente a todo instante, seja por sua "lerdeza" ou seja por naturalidade frente a situações vexatórias, Com "jeff" já fui parar em uma caverna habitada por gnomos, e acreditem eu não saí do quarto pra isso, mas presenciei essa loucura nos "olhos de fogo" que miravam a minha luminária, e toda essa alucinação meio ao caos de minh'alma e a volúpia pertinente. Dim é insalubre ao meu psicológico, porém como se fosse uma nicotina me causa extrema dependência preciso ver o seu sorriso, ouvir suas músicas bregas, rir de suas tolices, sentir o cheiro exagerado de perfume, do abraço sincero e do aperto de mão forte que significa estou contigo pro que der e vier. Concretamente ele não é perfeito, passa longe disso, mas é melhor pessoa que posso recomendar pra ser o melhor amigo de alguém.

Texto ao meu querido displicente amigo Dim.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

PELA LUZ DOS OLHOS TEUS


O acaso existe? Essa pergunta me faço a cada dia, as vezes tenho certeza que sim e em outras não, porém não há como atribuir esse nome a oportunidade de ter conhecido uma pessoa como meu amigo LUKAS RANFER. Não tenho a mínima intenção de aqui traçar o perfil dele ou de criar um texto poético, mas sim registrar a minha admiração ímpar por esse cara, figura de uma personalidade sem-igual. Por diversas vezes fiquei pensando o que faz do "tal do Ranfer" esse ser mágico. Seria a capacidade de unir o trivial com a essência máxima da alma? Ou será a beleza com uma mistura de excentricidade? Ah!!! Impossível decifrar, talvez seja mais enigmático que a Esfinge...Mas posso narrar uma plenitude do ser humano que vejo através dos lindos olhos que Tia Norma fabricou: Lukas é VIDA no sentido mais amplo que a palavra pode ter, a sua sede de descobrir, de buscar, de estar sempre insaciável com tudo, a angústia que nos passa frente as mínimas 24 horas que o dia possui, o querer saber sobre tudo e ao mesmo tempo não querer conhecer nada, em uma constante face paradoxal. Sentar ao lado dele em uma mesa de bar é viajar pelo mundo, aliás, por inúmeros mundos, dessa forma surgem assuntos sobre a caracterização do Barroco Mineiro a roupa que a Xuxa usou no comercial de tv. Quem não se envolve com uma figura assim? Como não idolatrar e acabar se submetendo aos caprichos desse pequeno errante brilhante? Por isso todos e todas se apaixonam, alguns odeiam, mas a maioria ama e a unanimidade admira, sem ser burra. Lukas Ranfer é sempre um assunto polêmico, causa sensações e visões divergentes, ele é assim e ponto final, meu ídolo.

Ao amigo mais ausente, porém presente em toda capacidade de ser paradoxo que ele possui.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Atrever-se




Mais um ano chega ao fim, e novamente milhões de pessoas fazem seus planos e pensam na realização de sonhos, fazem as promessas de dietas, parar de fumar, trocar de emprego etc, mas os dias passam e quando se dão conta nada mudou. E o que seria a causa dessa inércia ??? A resposta é simples comodidade e medo do novo. o Comodismo nos torna apáticos e previsíveis, é preciso arriscar-se, "se jogar na pista", "pagar pra ver". Hoje em 20 de dezembro posso dar meu depoimento, tive um fim de semana diferente de todos que nessas décadas de vida vivenciei, no primeiro momento me parecia uma enrascada, um mundo desconhecido e pensei em várias vezes em hesitar, porém uma força me levou ao risco, e a permissividade me invadiu de uma forma unica e saborosa...conheci a simplicidade da vida, descobri possibilidades, criei novas e maravilhosas amizades, que me deram coragem para abandonar as "roupas sujas e velhas", e o melhor de tudo ri muito, e esse, é o exercício mais necessário a nós, rir muito , sem preocupação com o volume ou com o quê podem pensar da gente. A vida se resume num atrevimento, numa insana conseqüência...A-T-R-E-V-A-SE, seja feliz ( copiando o bordão da globo de 1991) Invente, tente faça sua vida diferente!!!!

domingo, 14 de novembro de 2010

O Abraço


Teatro Trianon, quinta-feira passada, neste local, nesse dia eu recebi o melhor abraço da minha vida, aquele que nos deixa sem ar literalmente, que não mede conseqüência. E foi um vampiro lindo, que não sugou meu sangue, mas que prendeu a ele a minha vida, foram 60 segundos, talvez, mas foi nesse curto de espaço de tempo o gesto mais lindo que recebi, de alguém que eu já chamei pelo nome AMOR. Também tenho a certeza que foi a unica vez em minha vida, que senti a emoção de abraçar uma pessoa que mereça um abraço despretensioso e verdadeiro. Se as pessoas olharam, se viram ou condenaram, não me importou, naquele momento eu estava frente ao paraíso e não podia a me deter a esses detalhes de pudor. Como censurar o amor? Como negar ao nosso corpo as vontades do coração? A sensação de amá-lo é perfeita, quando estou com meu Lord não conheço, não lembro, perco a noção de tudo. Amo mesmo e nem disfarço mais.

sábado, 2 de outubro de 2010

POLÍTICA OU HOMOFOBIA ?






Em pleno século XXI, vemos em nosso país uma caça aos gays, dentro das igrejas, talvez muitas pessoas não percebam o que se esconde atrás das palavras de pastores e padres que mandam seus fiéis não votarem em um candidato, alegando que ele é favor do aborto e do"homossexualismo", temos nessas palavras a homofobia declarada, e uma convocação clara e direta aos cristãos de lutarem contra os gays.Fogem do real objetivo que um eleitor tem ao escolher seu candidato, que seria obviamente ver as proposta políticas, mas no entanto aclamam por proteger a família brasileira "das safadezas apoiadas por tal político", um fato vergonhoso e que muito de nós cidadãos gays ou não nem nos damos conta da gravidade dessas atitudes. No orkut, no Facebook, e outros se tornou fato corriqueiro, mensagens da campanha cristã contra os gays e o aborto, como se a questão da homosexualidade fosse algo intrínseca ao aborto, e até creio que há uma conexão mesmo, pois muitas vezes tentam abortar o homossexual da sociedade, de negar a ele os direitos simples e comuns a qualquer cidadão, porém aborto e homossexualidade são temas distintos, mas ao misturá-los as igrejas os tornam numa visão única de assuntos absurdos e nojentos na visão cristã. A ação dos cristãos que em nome da fé propagam o ódio e a violência mais uma vez, como nas cruzadas durante a Idade Média, a Inquisição, a catequização de índios, agora é o momento de caçar toda e qualquer ideia de reconhecimento do cidadão homossexual. Cabe lembrar que na verdade existem pontos muito pouco discorridos pelas congregações religiosas como o temor de ter que pagar impostos sobre o dízimo arrecadado, se as grandes riquezas como da Igreja Universal ou dos cofres do Vaticano, dentre outras, fossem distribuídas aos miseráveis, talvez sim tivéssemos uma verdadeira prática do Cristianismo. mas isso é uma idéia utópica demais e foge do foco, pois não nos cabem atacar a fé alheia, é preciso dizer não a homofobia, seja ela explicita ou não, temos que analisar o que se esconde atrás da garantia da moral e dos bons costumes.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Me Permitindo a ser bobo!!!



Ah passei tanto tempo sem acreditar em alguém de verdade, anos carregando um cadáver de um falso amor, e hoje...ah meu hoje, estou nas nuvens, apaixonado por completo. bobo. e vivendo com um adolescente, quero me dar o desfrute de fazer corações pelas árvores, escrever nossos nomes na areia enfim, A bobeira da "apaixonite aguda" está tomando conta de mim, passando o dia ouvindo músicas de Fábio Júnior, sei lá pode parecer ridículo e deve ser mesmo, mas é bom acreditar e saber que se é querido e desejado de verdade. É muito bom estar apaixonado. E assim pretendo permanecer estado de imbecilidade passional permanente!!!

domingo, 5 de setembro de 2010

Meu Herói.



Existem dias que tudo parece ter perdido o sentindo, que os sonhos se foram, e que apenas um lamento permanecerá pra consolar, mas a vida nos proporciona milagres, em meio as trevas eis que surge um lord portando a mais digna das intenções, uns dos mais belos sorrisos e as palavras mais doces que se pode ouvir. Existe um temor, dúvidas e medos que me consomem, porém a paz que as palavras no frio da madrugada tem me trazido, compensam os anseios, o sentir carinhoso das mãos em meus rosto e o beijo mais inocente e sexy, o pelo no pelo que explodi em tesão. E quem diz que não existem heróis, essa é prova mais real, fui resgatado por ele, retirado do limbo para a luz. Vivendo dias melhores no castelo de Camelot, com o soberano desse reino, a cada milésimo de segundo mais feliz e com sentido pra acordar e ansiar pela chegada do crepúsculo que nos tornará um novamente.

sábado, 28 de agosto de 2010

Carta à Rita Maria Abreu Maia





Prezada Rita:

Venho através desta agradecer a você, por ter me dado a chance de estar em sua companhia durante os dois dias de curso, nessas belas horas, recebi de ti uma lição de vida, não aquelas que são clichês de livros de auto-ajuda, mas uma exemplo real do que é determinismo e força. Acredito que outra pessoa em seu lugar me causaria um sentimento de dó, no entanto pena seria a última coisa que poderia se ter de uma guerreira, que apesar de toda finesse, usa uma forma simples para declamar a Língua Portuguesa, Rita Maria não fala, e sim declama, pois, cada palavra tem poesia em vossa voz, e o seu olhar define tudo em uma velocidade superior a da luz, aliás não conheço alguém com um brilho tão intenso nos olhos.

Uma cidade comovida com uma campanha de medula óssea, mas ao mesmo tempo encantada como se tivesse descoberto uma nova espécie da Laélia Fidelense, nossa orquídea rara, aqui estamos frente de um novo exemplar único de mulher, que mesmo guerreando com o câncer, encontra tempo pra ser generosa, não por gratidão, mas sim pelos valores intrínsecos da alma que entende a superioridade do ser em seus diversos âmbitos. Nos últimos tempos venho vivendo decepções que me trazem a sensação de que não vale a pena viver, mas a ilustre mestra me mostrou ainda a existência de pessoas que merecem ser chamadas de humanas.

 Muitos podem te denominar como exemplo de mãe, coisa inegável, mas vou além disso, pois a forma de lutar pelo seu filho, não lhe faz egoísta como a maioria dos seres, nesse caso entendemos a necessidade, porém Rita não faz drama, não usa de chantagem emocional, e sim nos traz a oportunidade de sermos melhores, D_O_A_R não apenas uma medula, mas doar-se como homem/mulher não a causa de seu filho, mas sim a vida de forma intensa e verdadeira.

domingo, 22 de agosto de 2010

Faz sentido?



Sem palavras de conforto, sem pregações bíblicas por gentileza, mas me responda com sinceridade, existe sentido na vida? Há justificativa pra permanecer lutando contra tudo e todos, se no final das contas toda a cultura, todo o conhecimento, toda a arte vira apenas cinzas e adubo, quem pode me convencer que navegar é preciso, se a cada porto que eu desço o desespero e a dor são os mesmos, se o que finda sempre é a lágrima de dolorosa, a desilusão prevalece. Falsidade, inveja, o ato de tirar o que é seu é comum e justificado pelo desejo e vontade. Aqui estou eu mais uma vez lamentando pelo previsível, aquilo que eu sabia e tinha certeza que iria acontecer...Espero que dessa vez eu termine o que sempre começo e paro.

domingo, 1 de agosto de 2010

"Auto-raiva"



Acredito que talvez tenho sido enviado a esse planeta pra captar todos os desaforos, toda a grosseria e por não dizer coices, tenho vocação para passar situações, onde por mais raiva que eu tenha, prefiro engolir, a responder e parecer rude, posso até ter sofrido um bombardeio de insultos por outrem. Não adianta ouvir elogios dizendo que isso é uma postura de quem é ducado porque pra mim é uma atitude imbecil, retardada e patética. Como desejo ser essas tais pessoas que dizem não levar desaforo pra casa, armar o barraco, gritar, chutar, mas se sentir livre e leve, eu não,contrário disso, permaneço na educação de "bom moço" mas por dentro um vulcão prestes a entrar em erupção, mas que se cala sempre e o pior quando em uma dada ocasião por milagre de minh'alma despertar e liberar palavras não tão lindas da Última Flor do Lácio, passo dias sem dormir e vou atrás da vítima (porque nesse momento passo me julgar o réu) e peço desculpas tentando explicar que não tive a intenção de incomodar e se retruquei foi num momento péssimo que a a pobre pessoa teve razão para agir assim e não a compreendi. Declaro que invejo a "Tati quebra barraco", do povo do DNA no Ratinho e tantos outros ícones que não devem padecer de auto-raiva como eu.

domingo, 25 de julho de 2010

Duelos Emocionais





Ser ofertado aos leões na arena romana, essa é a sensação que tenho, como se estivesse sendo disputado entre duas feras famintas que por mais que eu corra irão me consumir individual ou em conjunto serei dilacerado por ambas, essa é a certeza absoluta que já possuo. A dúvida cruel é se eu provoquei as feras ao tentar correr e me esconder, teria eu despertado o instinto caçador delas, ou sou o pobre cristão indefeso jogado e encuralado pelas próprias crenças e ações. Talvez eu tenha um pouco de anjo, hora um comportamento de demônio, porém por mais vulgar ou pobreza literária que se possa aparentar a frase seguinte expressa a realidade do momento: " MINHOCA CEGA QUANDO VÊ MACARRÃO PENSA QUE É SURUBA."

domingo, 11 de julho de 2010

A Bela e a Fera



Cada vez descubro que ainda posso encontrar pessoas que me surpreendem, esses dias reencontrei um conhecido, que ah tempos não tinha contato, mas que sempre foi pra mim um brutamonte, não ignorante, mas sim me passava a ideia de um ser oco de sentimentos, mas para minha surpresa, a cada instante noto que a essência de tal pessoa é a sensibilidade, por mais que esta tente mascarar o poder de sua delicadeza e capacidade de compreender o mundo ao seu redor com uma postura muito mais ampla e sustentável. Talvez os dogmas impostos pela sociedade machista o levam vestir a armadura que o protege de uma hipotética condenação pública. Percebo que ele é a junção perfeita dos personagens da Bela e a Fera em um só corpo, a fera intocável e destruidora e a Bela pueril com toda sua delicadeza aflorada. Mas creio que o personagem que mais me faz lembra-lo é o Pequeno Píncipe, com o estilo aventureiro e curioso, mas principalmente pitoresco e único.

sábado, 3 de julho de 2010

Quantos anos você tem?





A pergunta mais cruel e medíocre que se pode fazer é tal de " quantos anos você tem? Agora que os fios de cabelos brancos são mais comuns e os negros desaparecem, entendo que a grande estupidez dessa questão não é o quantitativo mas sim, a que ela se resume. Simplesmente se julga a vida alheia dentro da faixa etária que cada indivíduo se encontra, isso de forma fria e calculista, pois não se leva em consideração as emoções, as experiências e os sonhos, posso ter 40 anos e querer me balançar no parquinho, sem me custar a anulação da minha biografia, ou posso estar com 20 e ser presidente de uma empresa, afinal o que qualifica o ser humano é seu interior, sua vontade de viver e se posicionar frente aos obstáculos. Segundo a Física o tempo é relativo(como tudo),logo, a idade deve ser tratada dessa forma, sem importância para julgar ou estabelecer verdade alguma sobre alguém. Não me sinto sábio com o passar dos tempos, porém aprendi que tenho que ser intenso em uma amplitude colossal, porque somente viver intensamente, da sentido ao tempo e que o cabelo branco e as rugas são detalhes conseqüentes e temporais, porém a ebulição da alma é sempre contínua e essa move o estado físico tornando a vida prazerosa e inesquecível.Aconselho a todos esquecerem a data de nascimento e viver, sem essa justiça (cega, surda e muda) denominada IDADE. Então me vejo no meu total direito de não responder a pergunta insana sobre minha idade, perguntem quais foram minhas alegrias, meus sofrimentos,meus devaneios e ai sim tentem medir se eles foram ao bastante ou se preciso de mais, observem eu disse tentem, obviamente ninguém possui essa capacidade. Permita-se viver sem rótulos e seja feliz.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

S.O.S Solidão



Se existe alguém na linha
Se tem alguém no ar
Por favor, responda agora
Não me faça esperar
Há uma certa urgência
Alô, informação
Aqui sou eu sozinho
Do outro lado, não sei não sei
Instalei uma antena
E lancei um sinal
Nada no radar
Procuro no dial
Aviso aos navegantes
Tem mais alguém aí?
Só ouço o som da minha própria voz
A repetir
SOS solidão

Letra de Lulu Santos

Feito Cão e Gato






Dia 11 de julho de 2004,poderia ser uma data qualquer, mas não pra mim, esse foi o dia que conheci um figura unica, heroína e bandida ao mesmo tempo em minha vida,foi um grande amor e hoje esse sentimento é maduro e vestido pela fraternidade de amigos inseparáveis que nos tornamos, mas existem peculiaridades diferenciais em nossa relação que nos distingue de dos demais, veja: Fomos parar na delegacia por lesões mútuas; tivemos que ir ao fórum cancelar a ação; sofremos assaltos juntos, mas só eu levei o prejuízo; assisti de camarote uma coça de chineladas e rimos muito depois; Já roubamos anões de jardim como uma quadrilha com todas as estratégias traçadas, e tantas outros fatos que só caberiam em uma tragédia grega ou na das melhores das comédias. E assim vamos levando a vida como dois grandes sócios na arte de viver, talvez sejamos como Timão e Pumba "hakuna matata", Tom e Jerry... amigos cúmplices, que em alguns momentos nos comportamos de forma antagônica, mas levar a vida de mão dada tem sido extremamente mais eficaz e feliz, descobri um grande amigo, que substitui qualquer nomenclatura anterior, permanecemos um ao lado do outro e vendo muita gente passar.


Texto dedicado a BILL.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Patriotismo de 4 em 4 anos...




Não quero escrever sobre o óbvio da concepção de que o brasileiro só age como patriota no período da Copa do Mundo, já que se trata de uma idea real e aceita, mas pretendo chamar atenção para a cobrança que se faz de quem não participa do circo verde amarelo que se faz nesse mesmo período, exemplo perfeito eu. Ah ninguém consegue me convencer que tenho a obrigação de vestir as cores da bandeira, gritar Brasil, colocar bandeirolas cafonas na frente da minha casa, pra poder ter a sensação plena de ser um patriota, oras ser brasileiro com certeza vai além disso, ter orgulho do meu país, talvez seja buscar conhecer sua história, saber da sua língua, identificar sua natureza, valorizar seus atletas e artistas, mas longe de ser uma regra obrigatória de estar enfeitado e gritar como Tarzam perdido na selva urbana... E detalhe só pra enumerar algumas aberrações oriundas da copa, 1ª as fitinhas verdes amarelas espalhadas pelas ruas uma imagem terrível ( fosse a cor que fosse) é tenebroso, 2º Desenhos maus traçados pelos muros que tendem permanecer uma década, ou seja copas e mais copas virão e esses mascotes ultrapassados permanecerão poluindo nossas cidades, 3º os apitos e cornetas terroristas que atacam pessoas inocentes que preferem ouvir uma música a gritos de " é gol". Vou parar por aqui porque definitivamente esse patriotismo de chuteira eu descarto.

sábado, 12 de junho de 2010

Coração Vazio



Como dizem a gente se acostuma em reclamar, há pouco tempo chorava e implorava aos céus que me ajudassem apagar de mim um amor não correspondido,bem aqui estou no dia 12 de Junho sozinho, me sentindo de coração vazio, sem sofrer, mas também sem amar, e um fato que surpreende é a real vontade de assim continuar de deixar de lado a história de tentar encontrar o " TAL DO VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE" não por deixar de acreditar no amor, mas vivo numa fase em que boa companhia e um sexo de qualidade tem me bastado. Posso até estar em processo de frigidez sentimental , tentando proteger meus sentimentos das amarguras das relações amorosas.Logo concluo que estou dando um bom tempo desse negócio de me apaixonar, de querer viver em sentindo de outro, de chorar, de sofrer e principalmente permitir a invasão que o amor faz em nossa alma. O Vazio do meu coração tem dado e enchido ele de alegria, uma antítese maravilhosa ao meu ver.

terça-feira, 1 de junho de 2010

No lugar do orgulho, o medo... Sou professor!




Lembro até hoje o trecho do juramento que eu fiz quando conclui o meu curso Normal, " Amar e proteger as crianças a mim confiadas", mas não indaguei de ninguém quem iria me proteger, quem iria me dar condições de exercer com soberania o meu ofício, E o preço que pago atualmente é o medo, como ensinar, como exercer a minha profissão, a meio insultos, ameças, pressões psicológicas. Esse é o cenário que circunda a vida dos professores atualmente, somos reféns, tratados como meliantes, coagidos e sem prestígio. Evidente que toda a regra tem exceção, mas nos últimos tempos nos a regra em geral é insultar e desvalorizar o professor, o respeito e carinho se tornaram raridades, vivemos em um contexto de violência e abandono, não há ninguém por nós. o reconhecimento de que existem profissionais da educação que não merecem admiração alguma, por serem impostores, é algo claro e evidente que não se pode negar, entretanto nada justifica a execração pública que temos passado, se ganhamos diretos trabalhistas, perdemos os humanos, a sala de aula virou habitat natural do caos, todos culpam o professor, mas ninguém reconhece sua importância e seu valor como agente crucial no desenvolvimento da sociedade.Sepultam o magistério em meio de termos didáticos, anulando a função natural de um professor que é ensinar, é como se nossas mãos estivessem atadas, apesar de portarem o giz, ou seja temos o instrumento para lecionar, mas nos ipedem, seja a família, seja o sistema, a verdade que ser professor resume-se na atualidade em busca de direitos pela insalubridade. Somos culpados por tudo, porém tratados como nada.

domingo, 18 de abril de 2010

Amor Eterno


Ah!!! Minha primeira preocupação ao escrever esse texto é não ser dramático ou piegas, porque afinal vou falar de um tema que acho que no máximo pode trazer saudade, mas nunca tristeza. Amor incondicional, amor gostoso é o que recebemos de pai e mãe, quanta saudade de sentir o toque no meu rosto para verificar a febre durante a madrugada fria, a bronca em voz alta e o castigo meio burlado... Meus pais sempre foram em minha vida a presença viva de tudo, meus heróis e meus vilões, exemplos e temores de me tornar igual. Mas hoje quando o tempo passou só consigo ver a nostalgia de autora, nos velhos tempos onde havia uma casa habitada por nós 5, pai, mãe, vó e meu irmão. Atualmente somos independentes cada um pro seu lado, inclusive eles que se separaram , e nós ( filhos) que apesar de estarmos juntos nos posicionamos cada vez mais longe, são os compromissos da vida individual, são as horas que passam, e como passam... já faz uma eternidade que não deito no colo deles, tantas noites sem o ouvir o " Boa Noite e o Dorme com Deus!!!", preciso fazer algo, mas não sei se é possível, amo e necessito de ter a minha familia junta...sou tipicamente dependente deles. Afinal isso é amor eterno.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Retrato de Mulher



Lígia Sueth Assumpção.... Há como defini-la? Possivelmente não, mas existem algumas palavras sinônimas a sua existência, dedicação, fibra, coragem e lealdade. Mas pra mim a melhor forma de explicar quem é essa "senhora" e simplesmente dizendo que foi um exemplo raro de professora, mestra no sentido pleno do vocábulo, que ultrapassou o limite da sala de aula e ah treze anos se faz presente na minha vida, ex-professora, minha chefe ah 8 anos, e um ídolo pela eternidade. Alvo de críticas duras por funcionários que não entendem que EDUCAÇÃO, na visão dela não é o seu "ganha pão", mas sim a razão de sua vida, e tentar garantir esse direito aos seus alunos é um combate declarado a qualquer coisa que possa impedir o seu acontecimento .Essa mulher respira, e vive a educação, afinal ela sabe o nome de todos os seus funcionários, mas o que vai além ela sabe quem é cada um, e é capaz de lembrar o lugar onde o aluno x sentou ah cerca de 30 anos atrás. Me desculpem os críticos que me chamam de "puxa-saco", mas como não admirar alguém assim? Como não se encantar com uma voz que diz tudo o que deseja de você em um simplório "tudo certinho" ao telefone? Retorno ainda ao ano de 1997, eu aluno do primeiro ano normal, momento de greve de professores estaduais, ela juntamente com todos os outros professores aderiu ao movimento, mas na primeira semana, sem que ninguém exigisse havia marcado por conta própria as aulas de reposição aos sábados com a alegação que os conteúdos não podiam se atrasar, e logo ela Lígia Ligeirinho, nunca aceitaria ( e nem aceitará) estar na condição de atraso. Descrever esse Retrato de Mulher é algo quase impossível, é uma missão dolorosa, eu poderia passar dias narrando tantas outras demonstrações que a qualificam como exemplar único de pessoa, mas me tornaria redutante porque todas atitudes são embasadas em um único eixo temático, amor ao que se faz, quando ela é professora, chefe, amiga, mãe (assim me sinto, filho postiço) ela sabe ser amor, e intenso, bem aqui está outra palavra que a define Intensidade. Anos se passarão e por toda minha vida "encherei" a minha boca pra dizer fui aluno de Lígia Sueth Assumpção, Dona Lígia Ligeirinho da Canela grossa de tanto andar, das mãos sujas de giz, dos braços ocupados com mapas, um risco de carbex no rosto e com a alma sempre em ebulição, ela é definitivamente sem definição.


Texto ao meu ídolo maior...